raça, gênero e geografias do trabalho

imagem: Unsplash

A crítica feminista e as teorias críticas raciais produzem impactos profundos em diversas áreas do conhecimento, para além de fazer vozes dissidentes questionarem os cânones. Acadêmicas e militantes de diversas partes do mundo vêm argumentando que a inserção de questões raciais e de gênero em debates clássicos na esquerda transforma totalmente os conceitos. Carrie Freshour, professora doutora da Universidade de Washington, acaba de ministrar o curso de pós graduação “Raça, Gênero e Geografias do Trabalho”, no qual propõe uma leitura crítica da temática das dinâmicas de trabalho através da perspectiva crítica de gênero e raça.

A versão traduzida aqui possui algumas modificações e adaptações em relação ao original. Foram suprimidas as datas das aulas e as atividades discentes. Além disso, as referências listadas disponíveis em português foram traduzidas e todas as indicações de leitura disponíveis na internet foram indicadas (tanto em português quanto em inglês).

O original pode ser encontrado aqui.

O programa foi traduzido e adaptado por Ana Flávia Bádue.

Boa leitura!

Raça, Gênero e Geografias do Trabalho

Profa. Dra. Carrie Freshour

Descrição do Curso

Esse curso tem três objetivos. Primeiro, vamos abordar o conceito de trabalho como sendo central para a economia política, baseado na teoria sobre a acumulação de capital de Marx, focando sobretudo nos processos de proletarização e de acumulação primitiva.

Segundo, vamos estudar a emergência de geografias do trabalho, que começam principalmente nos anos 1990, examinando questões geográficas de espaço, lugar e escala, assim como a agência das trabalhadoras na produção e reprodução das relações socio espaciais dentro do capitalismo. O ponto das “geografias do trabalho” [labor geographies] , em contraste com a “geografia do trabalho [geography of labor] é situar as pessoas trabalhadoras no centro, para entender como, quando e por que elas fazem história, e como as relações socio-espaciais modelam e constrangem tais ações. Em outras palavras, o trabalho passa a ser mais do que um simples fator, mas sim constrói, como argumenta Noel Castree, “uma janela para a questão mais geral sobre como as pessoas vivem e buscam viver” (2007: 859).

Terceiro, vamos refletir sobre as maneiras como o trabalho não é apenas marcado pelas classes, mas racializado e generificado, uma vez que o trabalho é historicamente específico e relacionado ao capitalismo racial, ao colonialismo, à escravidão e suas heranças, às formas de dominação racializadas e generificadas, e a resistências. Assim, expandimos nossa análise para além do espaço do trabalho, como nos ensinam intelectuais feministas e, em particular, geógrafas, a considerar “a vida do trabalho”, nos permitindo ir além de binarismos como trabalho/não-trabalho, trabalho assalariado/não assalariado, trabalho produtivo/reprodutivo. Essas críticas fazem da categoria de trabalho uma chave analítica para entender transformações socio-espaciais ao longo do tempo e do espaço.

Cada um desses objetivos nos permitirá pensar sobre proletarização, expansão do trabalho dentro do capitalismo e sobre agência política. Leremos autoras que são centrais nesses debates, junto com algumas inesperadas, porém essenciais, intervenções, para pensar historicamente, comparativamente e espacialmente sobre trabalho como atividade, experiência subjetiva, posição de classe e política. Este curso, assim como as geografias do trabalho propriamente ditas, se baseia na geografia econômica, geografia feminista, relações industriais, sociologia, história, e pensa junto com geografias negras, teorias feministas negras, e com estudos étnicos críticos. É meu objetivo que terminemos o curso com um melhor entendimento do que a geografia crítica pode contribuir para a compreensão do trabalho e da vida das pessoas trabalhadoras.

Programa

1. Introdução, fundamentos das geografias do trabalho + evolução
Herod, A. 1997. “From a geography of labor to a labor geography.” Antipode, 29(1):1-31.

Mitchell, D. 2005. “Working class geographies: Capital, Space, and Place.” In J. Russo and S.L. Linkon (org.) New working-class studies. Ithaca: Cornel University Press, pgs. 78-97.

Castree, N. 2007. “Labour Geography: A work in progress.” International Journal of Urban and Regional Research, 31 (4): 853-862.

Smith, B. E. 2016. Life with mother and Marx: Work, gender, and class revisited (again). Environment and Planning A, 48(10): 2085–2088.
Strauss, K. 2019. “Labour Geography III: Precarity, Racial capitalisms and Infrastructure”. Progress in Human Geography.

Leituras Complementares
Bergene, Ann Cecilie, Sylvi B. Endresen, e Hege Merete Knutsen, orgs. 2010. Missing links in labour geography. The dynamics of economic space. Farnham: Ashgate.

Buckley, M., McPhee, S. e Rogaly, B. “Labour geographies on the move: Migration, migrant status and work in the 21st century.” Geoforum, 78: 153-158.

Castree, Noel, et al. 2004. Spaces of Work: Global Capitalism and the Geographies of Labour. London: SAGE Publications, Ltd.

Coe, N.M. e Jordhus-Lier, D.C. 2011. “Constrained agency? Re-evaluation the geographies of labour.” Progress in Human Geography, 35 (2): 211-233.

Coe, N. M. 2013. Geographies of production III: Making space for labour. Progress in Human Geography, 37(2), 271–284.

Herod, A., McGrath-Champ, S. e Rainnie, A. 2010. Handbook of employment and society: Working Space. Edward Elgar Publishing.

Massey, D. Spatial Divisions of Labor: Social Structures and the Geography of Production. Basingstoke: Macmillan, 1995.

McDowell, L. 2015. ‘Roepke Lecture in Economic Geography-The lives of others: Bodywork, the production of difference and labor geographies’. Economic Geography, 91 (1): 1-23.

McDowell, L. 1991. “Life without father and Ford: The new gender order of post-Fordism.” Transactions of the Institute of British Geographers, 16(4): 400–419.

Peck, J. 1996. Work-Place: The Social Regulation of Labor Markets. New York: Guilford Press.

Peck, J. 2017. Offshore: Exploring the worlds of global outsourcing. Oxford: Oxford University Press. [ebook]

Smith, B.E. 2015. “Another Place Is Possible? Labor Geography, Spatial Dispossession, and Gendered Resistance in Central Appalachia.” Annals of the Association of American Geographers, 105(3): 567-582.

Strauss, K. 2017. Labour Geography I: Towards a geography of precarity? Progress in Human Geography: 1-9.

Proletarização

2. Acumulação primitiva
Marx, K. 2004. “Trabalho estranhado e propriedade privada”. In: Manuscritos econômico-filosóficos. Traduzido por Jesus Ranieri. 1a edição. São Paulo: Boitempo.

Marx, K. 2013. “A chamada acumulação primitiva”. In O capital. São Paulo: Boitempo Editorial.

Federici, S. 2019. “Prefácio”, “Introdução”, “Capítulo 2”. Calibã e a Bruxa: Mulheres, Corpos e Acumulação Primitiva. Editora Elefante.

Leituras Complementares
Engels, F. 2008. A situação da classe trabalhadora na Inglaterra: segundo as observações do autor e fontes autênticas. 1a edição. São Paulo: Boitempo.

3. Acumulação por espoliação
Harvey, D. 2004. “A acumulação via espoliação”. In: O novo imperialismo. 8a edição. São Paulo (SP): Edições Loyola.

Singh, N.P. 2016. “On Race, Violence, and ‘So-Called Primitive Accumulation.” Social Text, 27-50.

Guthman, J. 2011. “Bodies and Accumulation: Revisiting Labour in the ‘Production of Nature’.” New Political Economy, 16(2): 233-238.

4. Escravidão e capitalismo
Davis, A. 1972. “Reflections on the Black Woman’s Role in the Community of Slaves”. The Massachusetts Review, 13(1/2): 81-100.

Jones, J. 1985. “Introduction” e “Chapter 1”. In: Labor of love, labor of sorrow Black women, work, and the family from slavery to the present. New York: Basic Books.

Berry, D. 2016. “Broad is de Road dat Leads ter Death”: Human Capital and Enslaved Mortality. In Beckert S. & Rockman S. (Eds.), Slavery’s Capitalism: A New History of American Economic Development. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

Hartman, S. 2016. “The Belly of the World: A Note on Black Women’s Labors.” Souls, 18(1): 166-173.

Rodney, W. 2011. “Chapter 4: Europe and the Roots of African Underdevelopment—to 1855”. In: How Europe underdeveloped Africa. Baltimore: Black Classic Press.

Leituras complementares
Beckert S. e Rockman, S. (orgs.). 2016. Slavery’s Capitalism: A New History of American Economic Development. Philadelphia: University of Pennsylvania Press.

Berry, D. R. 2017. The Price for Their Pound of Flesh: The Value of the Enslaved, From Womb to Grave, in the Building of a Nation. Boston: Beacon Press.

Du Bois, W. E. B. 1965. “The Collapse of Europe,” and “The White Masters of the World”. The World and Africa. New York: International Publisher.

Johnson, W. 2004. “The Pedestal and the Veil: Rethinking the Capitalism/Slavery Question.” Journal of the Early Republic. Summer: 299-308.

King, T.L. 2016. “The Labor of (Re)reading Plantation Landscapes Fungible(ly): Fungibility.” Antipode.

Lowe, L. 2015. The intimacies of four continents. Durham: Duke University Press.

McKittrick, K. 2006. Demonic Grounds: Black Women and the Cartographies of Struggle. Minneapolis, MN: University of Minnesota Press.

Rawick, G. P. 1972. From Sundown to Sunup: The Making of the Black Community. Greenwood Pub. Co.

Wilder, C. 2013. Ebony & ivy: Race, slavery, and the troubled history of America’s universities (First U.S. ed.). New York: Bloomsbury Press.

5. Capitalismo Racial e a Tradição Radical Negra
Robinson, C. J. 1983. “Introduction”  e “Chapter 1”. Black Marxism: The Making of the Black Radical Tradition. Chapel Hill: University of North Carolina Press.

Du Bois, W.E.B. 2013 [1935]. “The Black Worker, The White Worke”. Black Reconstruction in America: Toward a History of the Part Which Black Folk Played in the Attempt to Reconstruct Democracy in America, 1860-1880. Transaction Publishers.

Wilson, B. 2000. America’s Johannesburg: Industrialization and racial transformation in Birmingham. Lanham, Md.: Rowman & Littlefield. (Chapters 1-4, 13-16, Conclusion).

Wynter, S. 1992. “Beyond the Categories of the Master Conception: The Counterdoctrine of the Jamesian Poiesis.” In Henry, P. e Buhle, P. (org). C.L.R. James’s Caribbean,. Durham, NC: Duke University Press.

Lipsitz, G. 2017. “What is this Black in the Black Radical Tradition?” In Johnson G.T. e Lubin A. (org) Futures of Black Radicalism. New York: Verso Books.

Leituras Complementares

Haley, S. 2016. No Mercy Here: Gender, Punishment, and the Making of Jim Crow Modernity. Durham, NC: UNC Press.

Hudson, P.J. 2017. Bankers and Empire: How Wall Street Colonized the Caribbean. University of Chicago Press.

Johnson, G.T. e A. Lubin (eds). 2017. Futures of Black Radicalism. New York: Verso Books.

Kelley, R.D.G. 2003. Freedom Dreams: The Black Radical Imagination. New York: Beacon Press.

Roediger, D. 2017. “Labor in White Skin: Race and Working Class History”. Verso.

Roediger, D., e Esch, E. 2012. The production of difference: Race and the management of labor in U.S. history. Oxford: Oxford University Press.

Woods, C. 1998. Development Arrested: The Blues and Plantation Power in the Mississippi Delta. New York: Verso.

Woods, C. 2009. “Les Misérables of New Orleans: Trap Economics and the Asset Stripping Blues, Part 1.” American Quarterly, 61(3), 769-796.

6. Cultura e História
Thompson, E. P. 2005. “Tempo, disciplina de trabalho e capitalismo industrial”. In: Costumes em comum. São Paulo: Companhia das Letras.

Curley, A. 2019. T’áá hwó ají t’éego and the Moral Economy of Navajo Coal Workers. Annals of the American Association of Geographers, 109(1): 71-86.

Hunter, Tera W. 1997. To ’joy My Freedom: Southern Black Women’s Lives and Labors after the Civil War. Cambridge: Harvard University Press.

Kelley, R.D.G. 1993. “‘We Are Not What We Seem’: Rethinking Black Working-Class Opposition in the Jim Crow South.” The Journal of American History, 80(1): 75-112. [C]

Leituras Complementares
Chakrabarty, D. 1989. Rethinking Working-Class History: Bengel, 1890-1940. Princeton University Press.

Featherstone, D., and P. Griffin. 2016. “Spatial relations, histories from below and the makings of agency: Reflections on The Making of the English Working Class at 50.” Progress in Human Geography, 40(3): 375–393.

Kelley, R. D. G. 1990. Hammer and Hoe: Alabama Communists during the Great Depression. Chapel Hill: University of North Carolina Press.

Kelley, R.D.G. 1996. Race Rebels: Culture, Politics, and the Black Working Class. New York: Free Press.

McKittrick, K. 2011. “On plantations, prisons, and a black sense of place.” Social & Cultural Geography, 12(8): 947–963.

Scott, J. 1986. “Gender: A Useful Category of Historical Analysis,” e “Women in the Making of the English Working Class,” in Gender and the Politics of History.

Thompson, E. P. 2012. A formação da classe operária inglesa. Rio de Janeiro: Paz & Terra.

Thompson, E.P. 1971. “The moral economy of the English crowd in the eighteenth century.” Past and Present, 50 (1):76–136.

Willis, P. 1977. Learning to Labor: How Working Class Kids Get Working Class Jobs. New York: Columbia University Press.

Trabalho

7. Processo de trabalho
Burawoy, M. Manufacturing Consent: Changes in Labor Process Under Monopoly Capitalism. (Capítulos 2 e 5)

McDowell, L. 2009. Working bodies: Interactive service employment and workplace identities. Oxford: Wiley-Blackwell. (Capítulos 1 e 7)

Ribas, V. 2015. On the Line: Slaughterhouse Lives and the Making of the New South. Berkeley: University of California Press. (Capítulo 6 e conclusão).

Leituras Complementares
Braverman, H. Labor and monopoly capital: the degradation of work in the twentieth century.

Carney J. and Watts M. 1990. “Manufacturing Dissent: Work, Gender and the Politics of Meaning in a Peasant Society,” Africa, 60(2): 207-241.

Hochschild, A.R. 2012 [1979]. The Managed Heart: Commercialization of Human Feeling. Berkeley: UC Press.

Leidner, R. 1993. Fast Food, Fast Talk: Service Work and the Routinization of Everyday Life. Berkeley: University of California Press.

Marx, Karl. 2013. “Capítulo 5” e “Capítulo 17” O capital: crítica da economia política; livro primeiro – o processo de produção do capital. São Paulo: Boitempo Editorial.

Pachirat, T. 2011. Every Twelve Seconds: Industrialized Slaughter and the Politics of Sight. New Haven, CT: Yale University Press.

Salzinger, L. 2003. Genders in Production: Making Workers in Mexico’s Global Factories. Berkeley: Berkeley: University of California Press.

8. Trabalho de cuidado, trabalho reprodutivo e reprodução social (geografias feministas)
Glenn, E.N. 1992. “From Servitude to Service Work: Historical Continuities in the Racial of Paid Reproduction Division of Labor.” Signs, 18(1): 1-43.

Mitchell, K., Marston, S.A. e Katz, C. 2003. “Introduction: Life’s Work: An Introduction, Review and Critique.” Antipode, 35(3): 415-442.

Smith, B. E., e J. Winders. 2015. “Whose Lives, Which Work? Class Discrepancies in Life’s Work.” In Meehan, K., e Strauss, K (orgs). Precarious Worlds: Contested Geographies of Social Reproduction. Georgia: University of Georgia Press.

Ekers, M. e A. Loftus. 2020. “On ‘the Concrete’: Labour, Difference and Method.” Antipode. 52(1): 1-23.

Leituras complementares
Andrucki, M. 2016. “Queering Social Reproduction, Or, How Queers Save the City.” Society and Space online.

Davis, A. 2016. Mulheres, raça e classe. São Paulo: Boitempo.

Duffy, M. 2007. Doing the Dirty Work: Gender, Race, and Reproductive Labor in Historical Perspective. Gender & Society, 21(3), 313-336.

England, K. 1993. “Suburban Pink Collar Ghettos: The Spatial Entrapment of Women.” Annals of the Association of American Geographers, 83: 225-42.

England, K e Alcorn, C. 2018. “Growing care gaps, shrinking state? Home care workers and the Fair Labor Standards Act.” Cambridge Journal of Regions Economy and Society, 11(3): 443–457.

Gilbert, M. 1998. “‘Race, Space, and Power: The Survival Strategies of Working Poor Women.” Annals of the Association of American Geographers, 88(4), 595-621.

Glenn, E.N. 2002. Unequal Freedom: How Race and Gender Shaped American Citizenship. Cambridge: Harvard University Press.

Glenn, E.N. 2010. Forced to Care: Coercion and Caregiving in America. Cambridge, Harvard University Press.

Katz, C. 2001. “Vagabond capitalism and the necessity of social reproduction. Antipode, 33(4): 709-728.

Meehan, K e Strauss, K. (orgs.). 2015. Precarious Worlds: Contested Geographies of Social Reproduction. Georgia: UGA Press.

Parrenas, R.S. 2009. “Migrant Filipina Domestic Workers and the International Division of Reproductive Labor,” Gender and Society, 14: 560-580.

Pratt, G. 2012. Families apart: Migrant mothers and the conflicts of labor and love. Minneapolis: University of Minnesota Press.

Roberts, D. 1998. Killing the Black Body: Race, Reproduction and the Meaning of Liberty. New York: Vintage Books.

Rosenbaum, S. 2017. Domestic economies: Women, work, and the American Dream in Los Angeles. Durham: Duke University Press.

Schwiter, K., Strauss, K., e England, K. 2018. “At home with the boss: Migrant live-in caregivers, social reproduction and constrained agency in the UK, Canada, Austria and Switzerland”. Trans Inst Br Geogr. 00:1–15.

Wright, M. 2006. Disposable women and other myths of global capitalism. New York: Routledge.

9. Tecnologia, automação, biopolígica e carcerealidade
(Recomenda-se ler os textos na ordem listada abaixo)
Boggs, J. 1963. The American Revolution: Pages from a Negro Worker’s Notebook. Monthly Review Press. (Capítulos 1 a 4).

Li, T.M. 2010. “To Make Live or Let Die? Rural Dispossession and the Protection of Surplus Populations.” Antipode 41(s1):66–93.

Denning, M. (2010). “Wageless life.” New Left Review, (66): 79-98.

Gilmore, R.W. 2006. “Mothers Reclaiming Our Children”, in Golden Gulag: Prisons, Surplus, Crisis, and Opposition in Globalizing California. Berkeley: University of California Press.

Leituras Complementares
Amrute, S. 2016. Encoding race, encoding class: Indian IT workers in Berlin. Durham: Duke University Press.

Benjamin, R. 2019. Race After Technology: Abolitionist Tools for the New Jim Code.

Foucault, M. 2012. “Capítulo 11”. Em defesa da sociedade. 2a edição. São Paulo: WMF Martins Fontes.

S.A. 2011. “Labor in the Correctional State.” Edição especial. Labor: Studies in Working Class History, 8(3).

LeFlouria, T. 2015. Chained in silence: Black women and convict labor in the new South (Justice, power, and politics). Chapel Hill: The University of North Carolina Press.

McIntyre, M., e H. J. Nast. 2011. “Bio(necro)polis: Marx, Surplus Populations, and the Spatial Dialectics of Reproduction and ‘Race.’” Antipode, 43(5):1465–88.

Pehl, M. 2019. “Between the Market and the State: The Problem of Prison Labor in the New Deal.” Labor: Studies in Working-Class History of the Americas, 16(2): 77-97.

Purser, G. 2019. “Day Labor Agencies, Back Door Hires, and the Spread of Unfree Labor.” Anthropology of Work Review. 40(1): 5-14.

Shabazz, R. 2015. Architectures of Confinement and Black Masculinity in Chicago. University of Illinois Press.

Smith, J. 2002. “Fighting for Parental Rights in Prison.” Genre XXXV” 511-520. University of Oklahoma.

Standing, Guy. 2013. O precariado – A nova classe perigosa. 2a edição. Autêntica.

Tyner, J. 2013. “Population geography I: Surplus populations.” Progress in Human Geography, 37(5), 701-711.

Tyner, J. 2019. Dead labor: Toward a political economy of premature death. Minneapolis: University of Minnesota Press.

10. Paisagem, ecologia e trabalho organizado
Barca, S. 2019. The Labor(s) of Degrowth. Capitalism Nature Socialism, 30(2), 207-216.

Pulido, L e Peña, D. 1998. “Environmentalism and Positionality: The Early Pesticide Campaign of the United Farm Workers’ Organizing Committee, 1965-1971.” Race, Gender & Class, 6(1): 33.

Mitchell, D. 2007. “Work, Struggle, Death, and Geographies of Justice: The Transformation of Landscape in and Beyond California’s Imperial Valley.” Landscape Research, 32(5): 559-577.

Van Sant, L. 2019. “Land Reform and the Green New Deal.” Dissent. Fall.

Weeks, K. 2011. “Chapter 3”. The Problem with Work: Feminism, Marxism, Anti-work Politics, and Postwork Imaginaries. Durham: Duke University Press.

Leituras Complementares
Collins, J. 2003. Threads: Gender, Labor, and Power in the Global Apparel Industry. University of Chicago Press.

Hennessy, R. 2013. Fires on the Border: The Passionate Politics of Labor Organizing on the Mexican Frontera. Minneapolis: University of Minnesota Press.

Herod, A. (org). 1998. Organizing the Landscape: Geographical Perspectives on Labor Unionism. Minneapolis, MN: University of Minnesota Press.

Harvey, D. 1982. “O trabalho, o capital e o conflito de classes em torno do ambiente construído nas sociedades capitalistas avançadas”. Espaço & Debates 6:2.

Mitchell, D. 2012. They Saved the Crops: Labor, Landscape, and the Struggle over Industrial Farming in Bracero-Era California. Athens, GA: UGA Press.

Park, L., e Pellow, D. N. 2011. The slums of Aspen: Immigrants vs. the environment in America’s Eden. New York: New York University Press.

Pulido, L. 2006. Black, brown, yellow, and left: Radical activism in Los Angeles. Berkeley: University of California Press.

Pulido, L. 2017. “Geographies of Race and Ethnicity II: Environmental Racism, Racial Capitalism and State-Sanctioned Violence”. Progress in Human Geography 41 (4): 524-533.

Stuesse, A. 2016. Scratching out a Living: Latinos, Race, and Work in the Deep South. Berkeley: University of California Press.

Wills, J. 1996. Geographies of Trade Unionism: Translating Traditions Across Space and Time.” Antipode, 28: 352-78.

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