de sujeitos sociais a sujeitos políticos: o precariado, as mulheres e a negritude frente à crise

imagem: flickr

Giovanna Henrique Marcelino

Quando novas personagens entram em cena

Vivemos uma crise profunda e de múltiplas dimensões – econômica, política, sanitária, ambiental e de modelo de sociedade. Apesar dela ter tornado as contradições do capitalismo mais gritantes e evidentes, ainda há dificuldade de se firmar saídas para superá-la. Desde 2008, formas de resistência encabeçadas por diferentes grupos sociais eclodiram no mundo todo. No entanto, uma resposta unitária não se consolidou, seja pelas próprias dificuldades objetivas impostas (de maior fragmentação e precarização das condições de vida), seja pela debilidade subjetiva que projetos radicais e revolucionários enfrentam desde o declínio dos regimes do socialismo real e da socialdemocracia. O problema é que, para que as lutas em curso avancem, é necessário que essa contradição entre o objetivo (maior crise do capitalismo e do regime) e o subjetivo (avanço da consciência e da organização dos de baixo) também encontre uma resolução. 

Atualmente, alguns setores que compõem a vanguarda de enfrentamento ao neoliberalismo se demonstram estratégicos nesse debate, tanto pela posição que ocupam na estrutura social, quanto pelo nível de politização e pelo sentido das bandeiras que carregam – como é o caso do precariado, das mulheres e da negritude. Contrariando o ponto de vista de um marxismo mais “ortodoxo” (segundo o qual seria preciso esperar a reorganização dos trabalhadores do setor produtivo, em sua forma industrial ou fordista, masculina e sindicalizada, para vislumbrar uma saída da encruzilhada que nos encontramos no momento), hoje quem se levanta e se mobiliza para enfrentar a crise em que vivemos são sobretudo os setores informais, femininos, racializados, das comunidades, em busca de melhores condições para a reprodução e manutenção de suas próprias vidas, na tentativa de interromper o ciclo de morte atualmente em curso. 

Com a deterioração das condições de trabalho e dos serviços públicos, os cortes de salários, os ataques à previdência social, o aumento do desemprego, do preço de alimentos, passagens de ônibus e aluguel e do endividamento das famílias trabalhadoras, associado ao fenômeno de acumulação por espoliação, houve a ampliação do peso relativo do precariado – uma das frações mais exploradas e mal-remuneradas das classes trabalhadoras nacionais – colocando-o no centro das lutas da cena política internacional.[i] Composto por trabalhadores e por estratos intermediários que se proletarizaram devido à crise, o precariado possui em sua maioria um perfil jovem, negro e feminino, formado por trabalhadores não qualificados ou semi-qualificados, informalizados e sem experiência sindical prévia, que estão entrando pela primeira vez no mercado de trabalho sob as piores condições, ao assumir trabalhos de tempo parcial, temporários, intermitentes, terceirizados, muitas vezes trabalhando por conta própria e se submetendo à alta rotatividade, às longas jornadas, sem segurança no emprego e no processo de trabalho. 

E o fato é que, mesmo sob total desproteção, o precariado tem se levantado e reagido ao atual cenário de crise. Sua práxis política é marcada por um classismo em estado prático, “pós-fordista”, tendo em vista que sua luta por efetivação e ampliação de direitos sociais se dá não mais centralmente pelo intermédio da negociação sindical, mas antes, pela via da ação direta, sem a mediação de representantes políticos, num tipo de mobilização que se multiplicou de maneira aguda na semiperiferia do capitalismo, como é o caso do Brasil. É verdade que a precariedade da reprodução da força de trabalho e das relações de produção é uma característica (senão uma regra) estrutural do capitalismo brasileiro, mas ela se acelerou profundamente nos últimos anos, junto aos processos internacionais de recomposição do capital. E, especialmente desde 2013, assistimos à combinação explosiva de desaceleração econômica, esgotamento do modelo de desenvolvimento pautado em políticas redistributivas e um forte crescimento desse setor, que passou a se mobilizar, por meio de protestos que tentam resistir à alienação mercantil, à falta de proteção trabalhista, interpelando diretamente o Estado com reivindicações em torno da saúde, educação, mobilidade urbana, em busca da efetivação da promessa dos “direitos de cidadania” num contexto de desmanche dos marcos abertos pela constituição de 1988. A greve nacional dos entregadores de aplicativos antifascistas (o #BrequedosApps) foi a demonstração mais recente do amadurecimento político da experiência do precariado, confirmando justamente as mudanças de composição, de identidade e de padrões de sociabilidade da classe trabalhadora, bem como das características de suas formas de protestos e auto-organização, que refletem um estado de angústia e inquietação social próprio do atual momento de crise capitalista, que tem empurrado a classe à radicalização democrática. 

Além disso, o movimento feminista e o movimento negro também têm se constituído como sujeitos igualmente ativos da conjuntura, apoiados num processo mais geral de politização e radicalização de uma nova geração de ativistas, para a qual tanto o feminismo quanto o antirracismo se tornaram fortes símbolos de resistência. Especialmente desde 2011, assistimos um ascenso do movimento de mulheres no mundo. Seu ápice se deu no ano de 2015, com a chamada Primavera Feminista, e 2017, com as convocatórias internacionais do 8 de março, que permitiram inclusive que a esquerda tivesse certo acúmulo para reagir à eleição de governos de extrema-direita, a exemplo do significado do Women’s March após a eleição de Trump nos Estados Unidos, e do #EleNão no Brasil. O movimento negro, igualmente, veio à tona nesse mesmo período em diversas partes do mundo, como reafirmam uma série de episódios que vão desde o surgimento do Black Lives Matter em 2013 até a luta histórica por cotas nas universidades, contra o genocídio da população periférica e a repressão policial, por Justiça para Marielle, tendo como expressão contundente e decidida os levantes antirracistas que explodiram nos Estados Unidos após o assassinato de Georg Floyd, abrindo um novo momento da luta política internacional em meio ao cenário de pandemia.

A luta pela vida

Interessante notar que todos esses processos, além de expressarem formas de recomposição e auto-organização da classe, possuem uma vinculação profunda, ao partilharem um sentido comum: a luta pela vida. O precariado se vê obrigado a se mobilizar politicamente para assegurar condições mínimas de reprodução, devido à situação de completo desamparo e precarização de vida e do trabalho, inerentes à lógica neoliberal, e que se agravaram no atual contexto de crise. A negritude e as mulheres, igualmente, tiveram nos últimos anos como suas principais bandeiras Vidas negras importam e Nem uma a menos, contrapondo-se à lógica de extermínio da população negra, ao aumento de casos de feminicídio, dos índices de violência contra as mulheres e a juventude periférica e para tentar garantir uma histórica pauta, a luta pela legalização do aborto. E não é a toa que estas se tornaram pautas comuns e urgentes: com a intensificação da necropolítica e da acumulação capitalista pela via da espoliação de bens e direitos, a própria reprodução e manutenção da vida foram colocadas em xeque, fazendo com que as lutas de resistência pela própria vida também aumentassem. E são justamente aqueles que mais sentem na pele, de maneira aguda, esse processo os que demonstram mais disposição de luta. Assim, apesar de existir uma tendência hegemônica neoliberal pautada na política de morte, ela contraditoriamente se depara e produz constantemente a sua própria negação: a luta pela vida.

Isso se tornou ainda mais evidente no cenário de pandemia, que não só viabilizou as atividades que garantem a reprodução da vida e da força de trabalho (cuidado, criação, procriação, limpeza) – e, consequentemente, as trabalhadoras e infraestruturas que as garantem (hospitais, escolas, creches, enfermeiras, parteiras, cuidadoras, empregadas domésticas, assistentes sociais, atendentes de caixa, etc.) – como a própria importância da noção de reprodução social e o quanto ela também é um terreno fundamental da luta anticapitalista. Ao lado da esfera da produção, ela conforma o coração do sistema, que se reproduz todos os dias através da produção de mercadorias e da reprodução da força de trabalho. Interessante notar o quanto o capitalismo conta duplamente com o trabalho feminino, de maneira remunerada e não-remunerada, nos locais de trabalho e “não-trabalho”. Nota-se, nesse sentido, o quanto as mulheres (trabalhadoras, negras, mães, chefes de família, lideranças de comunidade) são uma espécie de “elo” entre as esferas produtiva e reprodutiva, tanto devido a sua maior presença no mundo do trabalho formal e informal, quanto pelo papel que cumprem nas tarefas da reprodução social, que são, por sua vez, uma espécie de pressuposto do próprio trabalho assalariado e da produção de mercadorias. E é justamente devido a essa posição que as mulheres ocupam em ambas as esferas o motivo pelo qual elas se constituem em um dos setores imprescindíveis e estratégicos da política de classes hoje – se elas param de realizar o trabalho que desempenham, o “coração” do sistema também para.[ii]

Reconectando classe, gênero e raça 

Para obter uma aproximação real dos movimentos e lutas anticapitalistas hoje torna-se indispensável, nesse sentido, mobilizar as categorias de classe, gênero e raça. Na verdade, não é possível entender o capitalismo e as formas de resistência contra ele sem a articulação dessas categorias. Como o próprio debate sobre o precariado evidencia de maneira explícita, classe não é algo fixo ou estático; ela está em permanente estado de mutação – construindo e reconstruindo suas identidades coletivas e formas organizativas, de acordo com o próprio desenvolvimento capitalista, de forma que é de suma importância sempre relacionar o nível conceitual e mais abstrato da ideia de classe com a análise histórica, levando em consideração os processos concretos de sua formação e suas lutas.

No Brasil – um país de passado colonial e escravocrata que repõe diariamente o racismo estrutural e a opressão racial como aspecto constitutivo e estruturante da formação e das relações sociais brasileiras – raça e classe sempre andaram juntas.[iii] Além disso, o crescente fenômeno da “feminização do trabalho”, reforça o quanto a classe trabalhadora brasileira não apenas é majoritariamente negra como tem se tornado cada vez mais feminina – as mulheres já são maioria dos trabalhadores informais no Brasil, por exemplo, com destaque para a presença de mulheres negras em situação de informalidade. Nesse sentido, se o conceito de classe – central para o marxismo e para teoria revolucionária – se pretende um conceito universalizante, só o pode ser efetivamente se levar em conta gênero e raça, numa dialética tênue entre abstrato e concreto. Pois, reconhecer o caráter universal da classe não significa apagar suas particularidades – isso seria uma fuga da materialidade para um tipo de abstração pura. Pelo contrário, significa evidenciar que classe, raça e gênero não são substâncias autônomas ou indiferentes umas às outras, mas momentos de uma mesma totalidade, de forma que não faz sentido uma disputa em torno da prioridade de tais conceitos. 

No âmbito da política classista, o mesmo acontece. Não compreender a relação íntima de tais categorias leva, na prática, não só a uma compreensão incompleta da classe trabalhadora em sua forma real, concreta, presente (reforçando, assim, em última instância, um tipo de representação demasiadamente embranquecida, masculina e colonizada de classe), como a uma separação entre as chamadas “políticas de classe” e “políticas de identidade”, fruto de uma retórica e de uma modalidade político-discursiva – subjacente ao declínio do imaginário socialista e da perspectiva emancipatória clássica no final do século XX – que acabou gerando uma contraposição entre a autodeterminação de “grupos”, “identidades” e “diferenças” e a noção de pertencimento a uma classe, em meio ao desenvolvimento do que Nancy Fraser denominou de conflitos de tipo “pós-socialistas”.[iv] Nesse processo, a ideia de adesão a um determinado grupo acabou tornando-se uma espécie de “versão pós-moderna” da consciência de classe, segundo a formulação de Fredric Jameson.[v] Nessa lógica, o desejo de pertencimento a um grupo ou movimento social (que proporcionaria uma espécie de “gratificação de identidade”) se sobreporia à aderência a organizações políticas clássicas, como sindicatos e partidos – que corresponderiam, por sua vez, propriamente a identidade com uma classe –, tornando os grupos e a luta por reconhecimento um espaço de atuação próprio, apartado da noção de luta de classes.[vi]

Mas o fato é que hoje está cada vez mais claro que sustentar uma oposição entre “política de classes” e “políticas de identidade” é bastante difícil. Pois elas não são incompatíveis ou concorrentes, mas sim, dialeticamente complementares. Na verdade, as conexões entre classe e identidades já se dão nos próprios movimentos e nas complexas relações objetivas e subjetivas que permeiam e conformam a vida dos atores políticos contemporâneos, que é pautada, ao mesmo tempo, pela exploração de classe e pela opressão de gênero, de raça, sexualidade – ou seja, elas existem concretamente. Nesse sentido, uma análise sobre classe que não leve em consideração questões de opressão baseadas em “identidade de grupo” é inadequada e incompleta, sendo o inverso também verdadeiro.[vii] E isso é evidente nas próprias questões materializadas nos discursos e linguagens das personagens que estão em cena, pois elas giram em torno tanto de demandas de reprodução material quanto de reconhecimento político e simbólico, tendo em vista as significações culturais que impregnam a luta de classes hoje.

Nesse sentido, não só uma nova configuração da classe trabalhadora emergiu na cena política no último período (mais precarizada, informal, negra, feminina e jovem), mas também um novo tipo de expressão da política classista (necessariamente feminista e antirracista). E isso é visível nos próprios discursos, linguagens, temas, valores, anseios, nas características dos protestos e nos próprios lugares e territórios em que eles se constituem hoje, e que têm revalorizado determinadas identidades coletivas, padrões de socialização e condições de vida – como o cenário periférico, urbano, do lar, que são tanto palco de origem destas personagens que se colocaram em cena, quanto de grande parte dos próprios problemas sociais aos quais os movimentos que elas compõem são chamados a reagir (a violência policial e doméstica, feminicídio, a ausência de direitos básicos, como educação, saúde, moradia).

O problema é que essa conexão entre identidade e classe ainda não encontrou uma contrapartida organizativa, e nem precariado, mulheres e negritude se unificaram no sentido de um sujeito coletivo e histórico comum. Apesar da importância e contribuição singular de cada um deles, há dificuldade em reivindicar ou apresentar um lugar de universalidade, reforçando o próprio limite dos ativismos que, para determinar seu próprio sentido de existência, muitas vezes acabam reforçando sua identidade de grupo, borrando ou diluindo, assim, os contornos e identidades a uma classe. Nesse sentido, seria importante não só a unificação de suas bandeiras nas ruas, na construção de um programa e de uma alternativa política comum, como na sua relação mais profunda com uma política universalista da classe, entendida em sua diversidade – como advoga, por exemplo, a ideia de um “movimento dos 99%”.[viii] Ou ainda, que as diferentes formas de mobilização e revolta que irromperam nos últimos anos possam convergir numa estratégia e organização da própria classe que se encontra hoje fragmentada. 

Da luta pela vida ao desejo de transformar o todo

O desafio posto, portanto, é como a capacidade de auto-organização do precariado, das mulheres e da negritude pode encontrar formas de representação política que associem seus interesses específicos a um projeto global de transformação social – uma questão premente, já que está cada vez mais claro que caso se mantenham apartadas ou pulverizadas, tais forças sociais não conseguirão apontar saídas ou dar respostas à crise que vivemos, nem realmente atender suas necessidades específicas, tendo em vista que, para isso, é necessária uma mudança social ampla, sistêmica e radical.[ix]

Assim, o problema que nos deparamos é como as lutas em curso podem dar um passo a mais, de forma que elas sejam canalizadas numa estratégia, na luta por um tipo de sociedade que nos dê vida e futuro, não morte, colapso social e ambiental. Para isso, o desejo de luta pela vida também deve se transformar no desejo de transformar o todo – a sociedade capitalista – já que a raiz comum de todas as formas de resistência hoje em curso é justamente este sistema que coloca a lógica do lucro sobre a vida das pessoas, pautando-se na exploração de classe, opressão de gênero, opressão racial, devastação ambiental. Para isso, a gestação de um novo projeto autônomo de organização dos de baixo, que esteja pautado na força da classe trabalhadora como sujeito da transformação social, não pode mais estar dissociada das questões de gênero, raça, sexualidade, nacionalidade. Tanto porque isso é fundamental para entender o próprio capitalismo (uma estrutura social baseada na exploração econômica e em variadas formas de dominação política e cultural), como também a composição dessa classe, bem como a própria subjetividade, as mediações simbólicas e o imaginário próprio dos sujeitos em luta, que constantemente reelaboram culturalmente suas necessidades objetivas. Nesse sentido, é preciso advogar por um projeto emancipatório universal (justamente porque tem como pressuposto a superação do sistema em sua totalidade), mas sem abrir mão de que se trata de um universalidade concreta, sendo preciso também apreender suas especificidades na elaboração da política anticapitalista. Ou seja, o capitalismo é uma totalidade e a luta contra ele exige uma resposta totalizante; mas trata-se de uma totalidade que é a “unidade da diversidade”, a concentração de múltiplas determinações e, portanto, devemos levar em conta todas as questões que estão articuladas nessa totalidade (a exploração, o machismo, o racismo, a devastação ambiental, etc).

A luta de classes sempre existirá e continuará pulsando enquanto as contradições do capitalismo existirem. Mas o fato é que, para que ela avance, é fundamental que o sujeito social se transforme em sujeito político. As mulheres, a negritude, o precariado, junto a todos aqueles que estão à margem do sistema, não só representam a força de trabalho explorada, como são os que garantem a manutenção da vida e, por isso, são sujeitos potencialmente ativos da transformação. A aceleração da crise capitalista e o advento de governos de extrema-direita fez com que o tempo para se construir o novo se acelerasse. A todo o momento somos colocados a enfrentar e encampar medidas para tentar conter uma avalanche de medidas regressivas em curso. Porém, sem um projeto construído junto às novas vanguardas que estão em luta, a tendência é não consolidarmos saídas e nos perdermos no pragmatismo da tática.


[i] Ver BRAGA, Ruy. A política do precariado: do populismo à hegemonia lulista. São Paulo: Boitempo, 2012; BRAGA, Ruy. A pulsão plebeia: trabalho, precariedade e rebeliões sociais. São Paulo: Alameda, 2015; BRAGA, Ruy. Um padrão “thompsoniano” de agitações trabalhistas? Movimentos sociais e rebeliões no Sul global. Mundo do trabalho, Florianópolis, v. 12, 2020.

[ii] Ver BHATTACHARYA (ed.). Social reproduction theory: remapping class, recentring oppression. London: Pluto Press, 2017.

[iii] Ver ALMEIDA, Silvio. O que é racismo estrutural? Belo Horizonte: Letramento, 2018.

[iv] FRASER, Nancy. “Da distribuição ao reconhecimento? Dilemas da justiça numa era “pós-socialista”. Cadernos de campo, São Paulo, n. 14/15, 2006.

[v] JAMESON, F. Pós-modernismo, a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1997, pp. 325-326.

[vi] JAMESON, F. “Periodizando os anos 60”. In: HOLLANDA, Heloísa Buarque de (org.). Pós-modernismo e política. Rio de Janeiro: Rocco, 1992b, p. 98.

[vii] Para uma análise sobre a relação entre políticas de identidade e de classe no movimento negro hoje, ver o texto “Black Lives Matter como política de identidade e luta de classes”: https://marxismofeminista.wordpress.com/2020/06/30/black-lives-matter-como-politica-de-identidade-e-luta-de-classes/

[viii] ARRUZA, C.; BHATTACHARYA, T.; FRASER, N. Feminismo para os 99%: um manifesto. São Paulo: Boitempo, 2019.

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