garotas mortas

imagem: arquivo pessoal.

Garotas mortas, de Selva Almada

Beatriz Rodrigues Sanchez

Comecei a ler “Garotas mortas”, livro publicado pela Todavia, como forma de mergulhar no tema da violência contra as mulheres. Não é uma leitura tranquila, ainda mais no contexto em que estamos vivendo, com o agravamento da violência de gênero e dos casos de feminicídio por conta da pandemia. Nos poucos dias que levei para ler o livro, tive pesadelos. Em alguns momentos, tive que parar a leitura. Mas é uma “femenagem” bonita a que Selva Almada faz às memórias de Andrea, María Luisa e Sarita, três jovens assassinadas na Argentina da década de 1980. O livro-reportagem parte do assombro vivido pela autora quando, ainda criança, ouviu um dos casos bárbaros no rádio. Após uma longa trajetória investigativa e um trabalho de campo intenso, ela conclui: “Estamos no verão e faz calor, quase tanto quanto naquela manhã de 16 de novembro de 1986, quando, de certo modo, este livro começou a ser escrito, quando a garota morta atravessou meu caminho. Agora estou com quarenta anos e, diferentemente dela e das milhares de mulheres assassinadas em nosso país de lá pra cá, continuo viva. Apenas uma questão de sorte.”

ALMADA, Selva. Garotas Mortas. São Paulo: Todavia, 2018.

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